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AGRIDOCECULTURA

Somos o que comemos.

O arroz que está no prato pode vir do mondego, mas também de Espanha ou da China. Os tomates podem ser da horta, como quase tudo, mas provavelmente virão também de longe, como vêm bananas, maçãs, morangos. A comida circula até chegar ao nosso prato e nesse movimento gasta energia, poluí. Estraga-se e vai para o lixo. Este modo de produção obriga também a monoculturas extensas, mais exigentes para o solo, mais intensas no uso de adubos e pesticidas, mais poluentes e menos saudáveis.

Esta circulação não é de hoje, no que diz respeito à cultura significou em grande parte miscigenação. Negros foram levados como escravos de África para o Brasil, para Portugal também, com eles viajaram formas de cultivar, de comer, de cantar. Antigas rotas de comércio traziam especiarias mas também sementes e ritmos, que se adaptaram e criaram cultura. Ninguém imagina bolonhesa sem tomate, mas também não existe samba sem tambores.

Porque cultivar não é só semear e regar, também é cantar. No trabalhar da terra, muitas vezes forçado, trocaram-se línguas, ritmos e melodias.

Esta é uma abordagem prática a estas trocas, à génese da palavra agricultura, onde vamos abordar o contexto ambiental e cultural do que comemos, conversando, batucando, cantando e semeando.

Veja aqui o projecto completo.

A PRÓXIMA AGRIDOCECULTURA VAI-SE REALIZAR NOS DIAS 4, 6, 9 E 11 DE JULHO (DAS 15H30 ÀS 17H30) NA FREGUESIA DE SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA.

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Dinamizadores

Bruno Caracol é  natural de Lisboa, vive entre esta cidade e o Rio de Janeiro, onde trabalhou entre 2009 e 2011 como assistente na residência artística Capacete. Em Lisboa, participa do espaço coletivo RDA 69 e da Horta do Beco, nos Anjos. Coordenou o Centro Social da Mouraria, projeto do GAIA em Lisboa, em 2008, um projeto autogerido que, entre outras coisas, esteve na origem da Horta Popular da Mouraria. Entre 2006 e 2007 trabalhou com a Amanecer, associação de Buenos Aires, desenvolvendo oficinas de vídeo, fotografia e desenho com crianças e adolescentes, que resultaram numa edição antológica em colaboração com a editora Eloísa Cartonera. É Licenciado em Artes-Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde também estudou Design de Comunicação.

Franklin Soares nasceu em 1978 em Angra dos Reis, Brasil, e é o atual presidente da ONG ECFA – Espaço Cultural Francisco de Assis França, fundada em Volta Redonda, Brasil em 2003. Em 2009 o ECFA tornou-se Ponto de Cultura, programa para entidades que desenvolvem ações de impacto sociocultural em suas comunidades.  Em 2010 chegou a Portugal onde, por meio de parcerias com associações de desenvolvimento comunitário, introduziu o projeto Blocodeconcreto – percussão com materiais reciclados – nos bairros sociais de Matosinhos e em intercâmbios internacionais, em Vila Nova de Famalicão e Cascais, junto à União Europeia.

Mariana Marques nasceu em Lisboa (1984) e licenciou-se na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha onde trabalhou especialmente desenho, fotografia e instalação. Em 2006 participou num projeto de arte mural, no Hotel Bloom em Bruxelas e em 2007 ganhou o 1º prémio no concurso nacional da bienal de gravura de Évora; Em 2010 tirou uma pós-graduação em Conservação de Papel e atualmente trabalha mais na direção da Educação pela Arte com as várias técnicas da sua formação. Em 2010 realizou voluntariado numa quinta pedagógica de permacultura, além de ter trabalhado em atividades de agricultura sazonais em França, Noruega, Suíça e Portugal.

Discussão

Uma resposta para “AGRIDOCECULTURA”

  1. Boa tarde, como posso inscrever-me? Obrigado

    Publicado por Nelson rodrigues | 6 de Maio de 2013, 19:05

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