O MOSCATELA volta a carga, desta vez com um mambo tipo documentário. Domingo, 26 de Maio às 18h na NAVE projectamos ‘é dreda ser angolano’. E claro, com direito a moscatel! Saiba mais aqui.

Entre 6 e 25 de Maio a Pantalassa está presente na IV Bienal de Culturas Lusófonas. Um projecto realizado pela Câmara Municipal de Odivelas em parceria com a Municipália E.M., que nasceu no âmbito da programação do Centro Cultural Malaposta, com a iniciativa “Semana Africana”.
A Pantalassa contribui para a programação deste evento com uma exposição de fotografias, música, teatro, dança, poesia, cinema e conversas abertas com o público. Saiba mais aqui.
NAVE - Núcleo Artístico para Voos Experimentais
Depois do sucesso do Episódio-Piloto abrimos novamente as portas para o Lançamento Oficial da NAVE! Um projecto que assenta na partilha de linguagens, de experiências e de serviços, reunindo especialistas de diversas áreas da criação, produção e divulgação artística, bem como das áreas sociais, culturais e de intervenção comunitária.
É um centro de produção e apresentação cultural, potenciado pelas seguintes plataformas residentes: Associação Terapêutica do Ruído, Associação Musgo, Associação Cultural Pantalassa, Galeria Nómada, PsiNAVE e Graficando.
A NAVE, com o apoio da Junta de Freguesia de Carnide, pretende ser um espaço aberto à comunidade, e por isso convida agora todos os interessados, curiosos e colaboradores para este Lançamento, no dia 28 de Abril, das 11h às 23h. Um Domingo que promete ser um dia cheio de actividades para todas as idades!
Mais info sobre a programação aqui.
(este teaser ainda não foi terminado, a edição, a cargo da artista colaboradora residente Ana Fradique, ainda está a decorrer. Em breve publicamos a versão final)
1 | O poema tem que ser da autoria do próprio poeta // The poem must be written by the poet himself
2 | O poema tem a duração de 3 minutos // The poem has a duration of 3 minutes
3 | A apresentação pode ser a solo, duo ou trio // The presentation can be a solo, duo or trio
4 | O poeta não pode usar máscaras, acessórios, nem música // The poet can not wear masks, accessories, or music
5 | O júri é escolhido de dentro do público e serão entre 3 e 5 jurados // The panel is chosen from within the public and are between 3 and 5 jurors
6 | No final, os finalistas ganham prémios simbólicos // In the end, the finalists win symbolic prizes
7 | A pontuação é dada de 0 a 10 com duas casas decimais // The score given is 0-10 with two decimal places

Morada | Escola Eb1 Luz Carnide
Rua Maria Brown 1,
1500 -430 Carnide, Lisboa
Estação de Metro: Carnide, Colégio Militar
Contacto | navenaescola@gmail.com
E a residência artística da Pantalassa em São Tomé chegou ao fim. De 23 a 28 de Fevereiro, o projecto ‘Portugal Contemporâneo Com São Tomé e Príncipe’ limou arestas, encerrou actividades, apresentou resultados, honrou momentos, celebrou pessoas e entidades e projectou regressos.
Uma vez mais em jeito de relato diário e, não obstante, em contagem decrescente, as acções da última semana prosseguiram com o mesmo ritmo efusivo das anteriores.
Na segunda-feira (25), Franklin Soares e Mariana Marques fecharam a oficina ‘Folia de Reis’ na Escola Preparatória Patrice Lumumba, num desfile pela escola com quarenta crianças e jovens munidos dos instrumentos reciclados produzidos nas cinco sessões realizadas nesse estabelecimento de ensino.
À mesma hora, mas na CACAU, Joana Guerra e Tapete ensaiavam para o concerto na Casa da Cultura de São Tomé, marcado para as 18h, em substituição do concerto previsto para o passado dia 19 de Fevereiro no Cineteatro Marcelo da Veiga. Em mais um fim de tarde quente, os artistas protagonizaram o seu penúltimo concerto, desta feita em versão ensemble e acompanhados de artistas locais, num local não previsto no programa.
Às 7h da manhã de uma terça-feira chuvosa, o desfile final da oficina ‘Folia de Reis’ no Liceu Nacional não se realizou. Em alternativa, os alunos envolveram-se numa conversa em redor do objectivo essencial da oficina – o trabalho em equipa aliado ao empreendedorismo como instrumento(s) de mudança. Na CACAU, pelas 10h, o ensaio aberto de Joana Guerra e Tapete servia de música de fundo para a edição final do material produzido na oficina de Áudio-Livros por Jorge Nunes e os sete fiéis seguidores da acção.
Às 18h30, um Centro Cultural Português esgotado foi o palco do ‘Slam São Tomé’, evento representativo do final das oficinas de Poesia – ‘Slam São Tomé’ conduzidas por Raquel Lima e protagonizado por 22 alunos do Instituto Diocesano de Formação, 26 alunos do Liceu Nacional e 16 alunos do Instituto Superior Politécnico. Em formato concurso, o evento foi marcado pela dedicação dos poetas e pelo entusiasmo do público, representado pela Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, professores, pais, amigos e curiosos, com mais uma cobertura da TVS. De notar que, no sábado anterior (23), Raquel Lima acedeu ao convite da Prof.ª Sandra Beirão em participar do programa da Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe dedicado à Língua Portuguesa ‘Palavras Cruzadas’, permitindo divulgar a ocasião a ter lugar e, ao mesmo tempo, contextualizar toda a actividade entretanto desenvolvida no âmbito da Oficina.
A quarta-feira (27) fez jus ao carácter especial que sugeria ter desde a semana anterior, e não só por constituir o dia das apresentações finais de todas as actividades e concertos. Às 9h, o mentor da CACAU João Carlos Silva dialogou com toda a equipa da Pantalassa, juntando ambas as partes em tom de avaliação da residência. Acentuadas as prestações positivas de uns e outros, os dados foram lançados na perspectiva de um regresso, mais ou menos previsto no tempo, para firmar a criação de redes de ideias, práticas e países que poderá efectivar-se após o bem-sucedido primeiro encontro entre as duas associações e demais intervenientes no processo.
Em seguida, Franklin Soares e Raquel Lima fizeram o balanço final da residência no programa ‘Visor das 10’ da Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, nosso primeiro parceiro de comunicação no terreno. Ao mesmo tempo, Joana Guerra e Tapete davam os retoques finais nos alinhamentos naquele que foi o seu último ensaio aberto na CACAU, antecipando os derradeiros concertos da noite que se aproximava.
Num esforço conjunto, pelas 16h, a Pantalassa conseguiu reunir, ainda, com o Embaixador do Brasil em São Tomé e Príncipe. O encontro entre o diplomata e dois dos fundadores da Pantalassa, incluindo o seu representante brasileiro, demonstrou-se prolífico, baseado num clima ameno de predisposição para colaborações futuras entre Portugal, Brasil e São Tomé e Príncipe.
Pelas 17h, teve, então, início, na CACAU, a mostra representativa dos trabalhos desenvolvidos durante a residência artística em São Tomé. Com a cobertura da RTP África, os produtos das oficinas, workshops, ateliers e ensaios abertos estiveram expostos ao muito público que fez questão de testemunhar, até à madrugada do dia seguinte, o impacto gerado pela Pantalassa em São Tomé, durante 21 dias, em dez espaços da cidade.
A abrir as hostilidades, a jam-session resultante das oficinas de música improvisada e ‘Folia de Reis’ agitou o palco da CACAU, contando com a participação de João Carlos Silva e de outros membros da CACAU, crianças, elementos da Pantalassa não directamente relacionados com a actividade e dinamizadores do Palco Aberto.
Ao lado do palco, Jorge Nunes expunha, ao público em geral, os dois áudio-livros produzidos pelos alunos do 12º ano de Artes do Liceu Nacional durante as oficinas, coroados de opiniões positivas.
Em noite de Palco Aberto, foram muitas as presenças que acompanharam Joana Guerra e Tapete. Seguindo o bom exemplo do concerto na Casa da Cultura, os dois núcleos de artistas tocaram em conjunto, intercalando temas e abrindo espaço para a intervenção de bandas e artistas locais. De referir que a residência de Joana Guerra e Tapete em São Tomé possibilitou a concepção de novos temas que enriqueceram os seus repertórios a partir do intercâmbio cultural subjacente a toda a iniciativa. Joana Guerra compôs três temas novos e os Tapete conceberam ‘Cobra Preta’, composição alusiva à temível cobra que habita nas terras mais inacessíveis da ilha e que constitui um dos maiores símbolos do seu imaginário popular.
O cenário de palco, concebido durante o atelier de artes plásticas de Mariana Marques, acolheu, também, o jovem vencedor do ‘Slam São Tomé’ do dia anterior, Cebola MC, devidamente acompanhado pelos percussionistas da Pantalassa. Yannick Delass, o músico congolês em cujo lançamento de álbum participaram os Tapete, surgiu acompanhado desta formação para mais um grande instante. Tempo ainda para a participação dos ‘Amigos da Cultura’, banda de música tradicional santomense, prévia à actuação dos músicos fundadores do Palco Aberto em mais uma fusão com a Pantalassa.
Oportunidade, ainda, para assistir aos discursos emocionados da Pantalassa, compostos pelas expectáveis despedidas, agradecimentos da praxe e promessas de volta para breve.
Na véspera do regresso a Lisboa, Mariana Marques dinamizou, ainda, mais um atelier de Artes Plásticas na Escola Básica D. Maria de Jesus, distribuindo o material restante das acções pelos alunos de uma das escolas que apresenta maiores dificuldades de manutenção, povoada por um universo de 52 turmas de crianças e adolescentes dos 6 aos 14 anos.
O dia de quinta-feira terminou sob um luar luminoso, após um saboroso jantar oferecido pela CACAU e, mais uma vez, sob as pautas das despedidas, agradecimentos e ideias projectadas num regresso que se espera para breve.
O nosso muito obrigado à Direcção Geral das Artes do Governo Português,
à CACAU (João Carlos Silva, Isaura Carvalho, Alice Viegas, Eduardo Malé, Tita e demais equipa),
à Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe (Sra. Embaixadora, Dra. Márcia Almeida, Dra. Catarina Duarte, Isabel Cruz, Sr. Tomé e Bairro da Cooperação Portuguesa),
à Embaixada do Brasil em São Tomé e Príncipe (Sr. Embaixador, Leila Quaresma, Leila e Miller),
aos Directores e Professores da Escola Preparatória Patrice Lumumba, Instituto Diocesano de Formação, Liceu Nacional, Instituto Superior Politécnico, Escola Primária Portuguesa e Escola Básica D. Maria de Jesus,
à Casa da Cultura,
aos Professores Cooperantes Sandra Meia-Onça, Sandra Beirão, Madalena Cardoso, Maria Mendes, Victor Silva, Marta Gomes e António Coelho,
à Escola + e seus motoristas,
ao Dr. Edgar das Neves (Projecto Saúde para Todos – Instituto Marquês de Valle Flôr),
ao Dr. Silvestre Leite (Presidente do Supremo Tribunal de Justiça de São Tomé, pela cedência de instrumentos),
aos artistas locais FBI, Yannick Delass, slammers e músicos de Palco Aberto,
ao Miguel Ribeiro,
à TVS, RTP África e Suahills Dende da Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe,
aos media locais online (STP Digital, Téla-Nón, Jornal Bagatela)
ao Délson Santos e a todos os participantes directos e indirectos no projecto.
Para finalizar, um especial agradecimento a toda a Pantalassa que, com toda a cumplicidade, dentro e fora da equipa, fez com que todas as expectativas fossem superadas e accionou o motor para projectos futuros com o mesmo grupo de trabalho.
Até breve,
Um forte abraço,
ACPantalassa
A segunda semana de actividades da Associação Cultural Pantalassa em São Tomé findou ontem, sábado, com a participação de Joana Guerra em mais um episódio paralelo ao programa do projecto ‘Portugal Contemporâneo Com São Tomé e Príncipe’. Ao fim da tarde, na prova de vinhos da marca portuguesa ‘Esporão’ realizada na CACAU, a música de Joana Guerra pontuou o evento em representação da Pantalassa.
De manhã, a oficina de Música Improvisada juntou, uma vez mais, no palco da CACAU, os músicos de Tapete (Joana Guerra, António Ramos, Bernardo Álvares e Jorge Nunes) e os três dançarinos do grupo local de kuduro ‘FBI’, em verdadeira comunhão rítmica.
A cadência dos dias, quentes e longos, foi veloz, como se previa. As oficinas e actividades extra multiplicaram-se, consolidando os convites que marcaram o início das actividades no terreno e produzindo, consequentemente, um impacto crescente a vários níveis.
Em forma de resumo diário, a Pantalassa descreve, em seguida, algumas das acções que considerou mais emblemáticas dentro do calendário extenso e intenso que vigorará mais uma semana, com a apresentação final da residência reagendada para o próximo dia 27 de Fevereiro, na CACAU.
Assim, na passada segunda-feira, a oficina ‘Folia de Reis’ na Escola Preparatória Patrice Lumumba, a maior do país, reuniu quarenta alunos, dos 10 aos 14 anos, num bloco percussivo resultante da construção de instrumentos e máscaras a partir de materiais considerados inúteis. Sob a batuta de Franklin Soares e Mariana Marques, o conteúdo da oficina pretende aproximar-se da manifestação cultural de raízes pagãs da Península Ibérica do séc. XVI, mais tarde influenciada pela cultura africana e indígena no Brasil, que dá nome à actividade. A acção repetiu-se na sexta-feira, desta feita na praia e protagonizada pelos alunos do Liceu Nacional de São Tomé.
Na terça-feira, a oficina de Áudio-Livros ‘viajou’ até Santa Catarina, no sudoeste do país. Acompanhado do núcleo de participantes da oficina centralizada na CACAU com o intuito de apresentar o material já produzido, Jorge Nunes visitou seis turmas do 1º e 2º ciclos, num total de cerca de 240 alunos que muito dificilmente teriam oportunidade de contactar com a oficina, seus intervenientes e produtos.
No mesmo dia, à mesma hora mas na CACAU, o workshop de capacitação em Arte-Educação dirigiu-se a cinco professores de física e química santomenses e a um professor cooperante, num debate muito participado e que comprovou a plasticidade do tema do workshop e seus impactos. Num país dotado de um único laboratório escolar, o propósito veiculado no workshop (que constitui, aliás, o seu leitmotiv) passou por assumir a necessidade de criação de alternativas para ultrapassar as dificuldades e produzir resultados práticos positivos. Ministrada por Franklin Soares, cidadão brasileiro que vive em Portugal, a acção foi, também, rica em comparações geopolíticas e culturais. Na sexta-feira, e segundo a mesma ordem de ideias, foram trinta os professores do Liceu Nacional e outras entidades de ensino que participaram na capacitação, entre santomenses e portugueses cooperantes das áreas de Formação Cívica, Educação Visual e História.
Ainda na terça-feira, a oficina de Poesia ‘Slam São Tomé’ no Instituto Superior Politécnico seleccionou seis alunos da Licenciatura em Língua Portuguesa para a final do próximo dia 26 de Fevereiro, a realizar no Centro Cultural Português. A eles, juntar-se-ão vinte e dois alunos do 9º ano do Instituto Diocesano de Formação e seis alunos do 11º ano do Liceu Nacional, numa sessão que pretende apresentar os resultados da oficina nos três estabelecimentos de ensino, em formato concurso. Na sexta-feira, o ensaio geral conduzido por Raquel Lima na CACAU fez adivinhar o sucesso do evento final, dado o entusiasmo demonstrado pelos potenciais ‘poetas’.
Quarta-feira foi outro dia especial. Começou com mais um ponto de situação da residência na Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, pela produtora Filipa Baptista acompanhada, desta vez, pela artista colaboradora Ana Fradique e por Eduardo Malé, artista plástico, curador da Bienal de São Tomé e Príncipe e professor, em representação da CACAU. A finalizar a semana, foi o contrabaixista Bernardo Álvares quem teve a palavra.
À tarde, o atelier de Artes Plásticas na Escola Básica D. Maria de Jesus constituiu o ponto alto do dia, com cinquenta e duas crianças envolvidas numa ocasião que contou, também, com a presença dos músicos de Tapete e a cobertura da RTP África. O objectivo da actividade versou sobre a construção do cenário do espectáculo final de Joana Guerra. As crianças participaram na elaboração da estrutura mobil de pássaros de papel pintados e montados pelos mais pequenos, em alusão ao título do álbum da artista, ‘Gralha’. A simbiose entre a dinamizadora do atelier Mariana Marques, a música e o entusiasmo das crianças foi total.
Espaço ainda para mencionar a participação dos Tapete em mais uma edição do ‘Palco Aberto’ da CACAU e no concerto de lançamento do álbum ‘Stop’ do artista congolês Yannick Delass no Centro Cultural Brasileiro, na passada quinta-feira, com casa cheia.
Até para a semana!
Abraços da Pantalassa!
Volvida a primeira semana de actividades em São Tomé, é com todo o gosto que a Associação Cultural Pantalassa apresenta um resumo inicial do projecto ‘Portugal Contemporâneo Com São Tomé e Príncipe’, residência artística em redor da música, artes plásticas, poesia e arte-educação que durante 21 dias congrega oficinas, workshops, ateliers e concertos em estreita articulação com vários públicos e entidades da comunidade são-tomense.
De 8 a 15 de Fevereiro, vivemos dias intensos, marcados pelas vicissitudes do natural reconhecimento de terreno e, sobretudo, pelo entusiasmo com que nos entregámos face a um novo território e à boa receptividade de que fomos alvo. Esta soma de condições logísticas, programáticas e adaptativas justifica a nossa aposta em comunicar os avanços do projecto, de semana a semana.
A chegada a São Tomé fez-se ao nascer do dia 8, na presença da equipa de produção da CACAU (Casa das Artes Cultura Ambiente Utopias de São Tomé), principal parceiro e co-produtor do projecto que, de imediato, proporcionou um extraordinário acolhimento à Pantalassa. Menção também à Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe e às condições privilegiadas de alojamento que proporciona, igualmente essenciais à boa prossecução do trabalho.
Os dias começam mais cedo e terminam mais tarde que o previsto. Diz-se que “Em São Tomé, os dias são longos e as semanas curtas” e a equipa já o pôde comprovar. É o ritmo do ‘leve-leve’, mas bem agitado!
Enquanto vectores estruturais do projecto, a música, as artes plásticas, a poesia e a arte-educação respondem pelos nomes de Oficinas (Música Improvisada, Folia de Reis, Áudio Livros, Poesia – Slam São Tomé), Workshop (Arte-Educação), Atelier (Artes Plásticas), e Concertos (Joana Guerra e Tapete) que ocorrem diariamente e em simultâneo, em 9 espaços, e dinamizadas pelos sete artistas em registo individual e colectivo que, assim, se desdobram na execução das várias actividades. Algumas oficinas estão centralizadas na CACAU, outras nas Escolas, abrangendo os públicos infantil, juvenil e adulto, estando a decorrer de forma muito favorável. Quanto a números de participantes, estes aumentam ao sabor das horas, à medida que os convites de entidades externas ao projecto se sucedem. Este corpo coeso de trabalho faz com que o calendário previsto seja reformulado dia a dia, definindo-se em proximidade com todos os agentes envolvidos.
Ainda na CACAU, decorrem os ensaios abertos de Joana Guerra e Tapete que já se materializaram no ‘Palco Aberto’, evento da CACAU que se realiza às quartas-feiras em conjunto com outras bandas e artistas locais e internacionais.
No que respeita aos concertos de Joana Guerra e Tapete, houve, para já, dois momentos dignos de referência – o concerto de 14 de Fevereiro no Centro Cultural Português – Instituto Camões assistido pela Sra. Embaixadora de Portugal e pelo Sr. Embaixador do Brasil entre outras personalidades de relevo e, no dia seguinte, no Centro Cultural Brasileiro, com lotação esgotada.
No esboço deste processo de fusão, a CACAU (Casa das Artes Cultura Ambiente Utopias de São Tomé), tem tido um papel preponderante, muito por força das sinergias que reuniu, demonstrando todo um carácter facilitador que é fundamental num programa de acção ambicioso, diversificado e extenso que se repercute num complexo calendário em constante mutação. A cada dia que passa, surgem contactos de vária ordem que fazem com que se acrescentem mais horários (inclusive ao fim de semana), mais actividades paralelas, mais ideias e, até, mais latitudes.
Em prol do intercâmbio de práticas que promovam a educação, a cultura e a arte como ferramentas de desenvolvimento pessoal e cívico, que subjaz à aposta do projecto nas vertentes sociocultural e educativa, é de destacar, também, a disponibilidade que os seis estabelecimentos de ensino envolvidos manifestaram no arranque das actividades junto de um nº de alunos que ultrapassou a planificação inicial.
Até ao momento, já foram muitos os encontros felizes, seja por parte dos parceiros, dos públicos-alvo ou dos espectadores. Antes, durante e após os eventos, tem sido notável o interesse demonstrado por uns e outros, sinal que alimenta a motivação de todos e faz adivinhar o sucesso do projecto em termos de resultados e de pontos de partida para projectos futuros.
Para terminar, é de referir a abertura com que a comunicação social local tem encarado o nosso empenho. A nível da televisão, a Televisão São-Tomense (TVS) efectuou a cobertura do concerto de Joana Guerra e Tapete no Centro Cultural Português – Instituto Camões, da 1ª sessão do Slam São Tomé no Instituto Diocesano de Formação, e demonstrou interesse em gravar um programa em breve. Também a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe (RNSTP) reserva um espaço de tempo para o projecto às quartas e sextas-feiras, tendo já decorrido duas entrevistas a quatro dos nove membros da equipa.
Está a correr bem e, para a semana, há mais!
Abraços,
ACPantalassa
A Associação Cultural Pantalassa, realizará um programa multidisciplinar em regime de residência artística em São Tomé e Príncipe, entre 7 de Fevereiro e 1 de Março de 2013. No âmbito do concurso de Apoio à Internacionalização das Artes da Direcção Geral das Artes, serão 8 os artistas que potenciarão o reconhecimento da educação, cultura e arte como ferramentas de desenvolvimento pessoal e cívico, em intercâmbio com vários públicos e espaços da comunidade são-tomense. A residência privilegiará um conjunto diversificado de acções em redor da música, artes plásticas, poesia e arte-educação, produzidas em estreita articulação com a CACAU – Casa das Artes Cultura Ambiente Utopias – de São Tomé, centro nevrálgico de todas as actividades.
Estruturado em 8 partes temáticas, o Projecto ‘Portugal Contemporâneo Com São Tomé e Príncipe’ pretende fomentar o intercâmbio artístico e educativo entre Portugal e São Tomé, assumindo resultados como a troca de experiências, partilha de informação e pontos de partida para novos projectos igualmente sólidos. As actividades decorrerão em diferentes espaços em simultâneo, nomeadamente, na CACAU, na Embaixada de Portugal em São Tomé, no Instituto Camões, no Cineteatro Marcelo da Veiga, nas Escolas e no Centro Cultural Brasileiro.
Mais info aqui.
Na próxima sexta-feira, dia 21 de Dezembro às 19:00 apresentamos o documentário ’Lusofonia de 9 Cabeças’.
A curta-metragem documental Lusofonia de 9 Cabeças | lisboa propõe a percepção audiovisual de um debate pretensamente aberto e vário sobre a (in)existência empírica, conceptual e política da Lusofonia no espaço geográfico e cultural da cidade de Lisboa.
Propõe-se também ser apropriada e novamente realizada por jovens amadores ou realizadores em outras cidades lusófonas (sejam elas de língua oficial portuguesa, como Salvador, Rio de Janeiro, Luanda, Maputo ou Cidade da Praia, ou com comunidades de falantes de português, como Caracas e Tokyo).
Após a projeção, rodeados por um lanchinho de café e brigadeiros, iremos propor um debate sobre as dimensões crítica, conceptual e cinematográfica do vídeo e sobre a Lusofonia em Lisboa.
realização | cristina branco
apoio à produção | pantalassa
lisboa 2012
lusofoniadenovecabecas.lisboa@gmail.com
ENTRADA LIVRE