A 4ª edição da Bienal de Culturas Lusófonas dá sequência a um trabalho de fundo que tem vindo a ser desenvolvido no Município de Odivelas em prol do ideal da Lusofonia. Este projecto nasceu no âmbito da programação do Centro Cultural Malaposta com início em 2006 com a iniciativa “Semana Africana”, que serviu de mote para desenvolver a actual Bienal de Culturas Lusófonas, que a cada ano pretende ser mais interventiva e mais abrangente nas áreas que a constituem, levando deste modo a cultura lusófona a toda a população odivelense e até mesmo à população da área metropolitana de Lisboa.
A Pantalassa está presente na IV Bienal de Culturas Lusófonas como Parceiro de Programação entre 6 e 25 de Maio de 2013, com as seguintes iniciativas:
EXPOSIÇÃO
Mostra da residência artística ‘Portugal Contemporâneo com São Tomé e Príncipe’
Esta Mostra é um espaço de partilha, no qual a Pantalassa apresenta ao público os resultados da residência artística que realizou no passado mês de Fevereiro, em São Tomé e Príncipe. Um projecto realizado com o Apoio à Internacionalização da DGArtes e em co-produção com a CACAU – Casa das Artes, Cultura, Ambiente e Utopias. A Mostra é composta pela exibição do documentário da residência, pela projecção dos áudio-livros realizados, por uma exposição fotográfica e por uma conversa entre os artistas e produtores que participaram na iniciativa, artistas santomenses e público em geral.
MÚSICA, DANÇA, TEATRO E POESIA
Espectáculo ‘COISA PRAdiZER’, de Nilson Muniz (Brasil)
COISA PRAdiZER é uma colectânea de pequenos textos que exploram a multiplicidade poética através do universo imagético da palavra. Tendo como instrumento o corpo e a voz, o performer recria e sugere a condução da palavra em cena, através de camadas sonoras em interação com áudio e vídeo, na busca de uma narrativa que tem como suporte as suscetibilidades da poesia enquanto som e movimento.
Nilson Muniz é performer (ator, poeta, cantor, compositor e bailarino) brasileiro. Formado pela Fundação das Artes de SCS, integrou o CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC em São Paulo (BR) e fez um intercâmbio com o Clipa Theater Group em Tel Aviv (IS). Criou as performances Vir-Ou-Vir, MiraMirrors, Humans-Rests-Hurbans, CabraPedra, apresentando-se em festivais no Brasil, Alemanha, Israel, Bulgária e Portugal.
concepção, texto, direção e performance| Nilson Muniz; som e vídeo | CateringStudio – Estudio Multidisciplinar de Criação Artistica
POESIA
Poetry Slam Lusófono
Trata-se de um concurso de poesia e performance com regras pré-estabelecidas e no qual o público é o júri. A prática nasceu em 1984 na cidade de Chicago (EUA) e já foi disseminada em várias capitais europeias. A rede de poetas é cada vez maior e, em Portugal, já existem várias organizações de Poetry Slam, nomeadamente em Lisboa, Amadora, Coimbra, Angra do Heroísmo, Braga, Almada, Caldas da Rainha, Vizela ou Sines.
O Poetry Slam Lusófono é um espaço partilhado por poetas do universo lusófono, que apresentam os seus poemas nas línguas e dialectos dos países de origem.
CINEMA E DEBATE
Documentário ‘Lusofonia de 9 Cabeças | lisboa’, de Cristina de Branco
A curta-metragem documental ‘Lusofonia de 9 Cabeças | lisboa’ propõe a percepção audiovisual de um debate pretensamente aberto e vário sobre a (in)existência empírica, conceptual e política da Lusofonia no espaço geográfico e cultural da cidade de Lisboa.
Propõe-se também ser apropriada e novamente realizada por jovens amadores ou realizadores em outras cidades lusófonas (sejam elas de língua oficial portuguesa, como Salvador, Rio de Janeiro, Luanda, Maputo ou Cidade da Praia, ou com comunidades de falantes de português, como Caracas e Tokyo).
produção, realização, imagem, som e montagem | Cristina de Branco ; música | Miguel Dores
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