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Primeiras impressões de São Tomé…

Volvida a primeira semana de actividades em São Tomé, é com todo o gosto que a Associação Cultural Pantalassa apresenta um resumo inicial do projecto ‘Portugal Contemporâneo Com São Tomé e Príncipe’, residência artística em redor da música, artes plásticas, poesia e arte-educação que durante 21 dias congrega oficinas, workshops, ateliers e concertos em estreita articulação com vários públicos e entidades da comunidade são-tomense.

De 8 a 15 de Fevereiro, vivemos dias intensos, marcados pelas vicissitudes do natural reconhecimento de terreno e, sobretudo, pelo entusiasmo com que nos entregámos face a um novo território e à boa receptividade de que fomos alvo. Esta soma de condições logísticas, programáticas e adaptativas justifica a nossa aposta em comunicar os avanços do projecto, de semana a semana.

A chegada a São Tomé fez-se ao nascer do dia 8, na presença da equipa de produção da CACAU (Casa das Artes Cultura Ambiente Utopias de São Tomé), principal parceiro e co-produtor do projecto que, de imediato, proporcionou um extraordinário acolhimento à Pantalassa. Menção também à Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe e às condições privilegiadas de alojamento que proporciona, igualmente essenciais à boa prossecução do trabalho.

Os dias começam mais cedo e terminam mais tarde que o previsto. Diz-se que “Em São Tomé, os dias são longos e as semanas curtas” e a equipa já o pôde comprovar. É o ritmo do ‘leve-leve’, mas bem agitado!

Enquanto vectores estruturais do projecto, a música, as artes plásticas, a poesia e a arte-educação respondem pelos nomes de Oficinas (Música Improvisada, Folia de Reis, Áudio Livros, Poesia – Slam São Tomé), Workshop (Arte-Educação), Atelier (Artes Plásticas), e Concertos (Joana Guerra e Tapete) que ocorrem diariamente e em simultâneo, em 9 espaços, e dinamizadas pelos sete artistas em registo individual e colectivo que, assim, se desdobram na execução das várias actividades. Algumas oficinas estão centralizadas na CACAU, outras nas Escolas, abrangendo os públicos infantil, juvenil e adulto, estando a decorrer de forma muito favorável. Quanto a números de participantes, estes aumentam ao sabor das horas, à medida que os convites de entidades externas ao projecto se sucedem. Este corpo coeso de trabalho faz com que o calendário previsto seja reformulado dia a dia, definindo-se em proximidade com todos os agentes envolvidos.

Ainda na CACAU, decorrem os ensaios abertos de Joana Guerra e Tapete que já se materializaram no ‘Palco Aberto’, evento da CACAU que se realiza às quartas-feiras em conjunto com outras bandas e artistas locais e internacionais.

No que respeita aos concertos de Joana Guerra e Tapete, houve, para já, dois momentos dignos de referência – o concerto de 14 de Fevereiro no Centro Cultural Português – Instituto Camões assistido pela Sra. Embaixadora de Portugal e pelo Sr. Embaixador do Brasil entre outras personalidades de relevo e, no dia seguinte, no Centro Cultural Brasileiro, com lotação esgotada.

No esboço deste processo de fusão, a CACAU (Casa das Artes Cultura Ambiente Utopias de São Tomé), tem tido um papel preponderante, muito por força das sinergias que reuniu, demonstrando todo um carácter facilitador que é fundamental num programa de acção ambicioso, diversificado e extenso que se repercute num complexo calendário em constante mutação. A cada dia que passa, surgem contactos de vária ordem que fazem com que se acrescentem mais horários (inclusive ao fim de semana), mais actividades paralelas, mais ideias e, até, mais latitudes.

Em prol do intercâmbio de práticas que promovam a educação, a cultura e a arte como ferramentas de desenvolvimento pessoal e cívico, que subjaz à aposta do projecto nas vertentes sociocultural e educativa, é de destacar, também, a disponibilidade que os seis estabelecimentos de ensino envolvidos manifestaram no arranque das actividades junto de um nº de alunos que ultrapassou a planificação inicial.

Até ao momento, já foram muitos os encontros felizes, seja por parte dos parceiros, dos públicos-alvo ou dos espectadores. Antes, durante e após os eventos, tem sido notável o interesse demonstrado por uns e outros, sinal que alimenta a motivação de todos e faz adivinhar o sucesso do projecto em termos de resultados e de pontos de partida para projectos futuros.

Para terminar, é de referir a abertura com que a comunicação social local tem encarado o nosso empenho. A nível da televisão, a Televisão São-Tomense (TVS) efectuou a cobertura do concerto de Joana Guerra e Tapete no Centro Cultural Português – Instituto Camões, da 1ª sessão do Slam São Tomé no Instituto Diocesano de Formação, e demonstrou interesse em gravar um programa em breve. Também a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe (RNSTP) reserva um espaço de tempo para o projecto às quartas e sextas-feiras, tendo já decorrido duas entrevistas a quatro dos nove membros da equipa.

Está a correr bem e, para a semana, há mais!

Abraços,

ACPantalassa

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